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sábado, 17 de abril de 2010

Phobos 2 e a Guerra dos Mundos

“25 Março, 1989 – A fotografia infravermelha ‘acima de ultra-secreto’ supostamente tomada pela sonda soviética Phobos II, mostrando um objeto aproximando-se da lua marciana. Estimativas dizem que o OVNI tinha aproximadamente 25 quilômetros de comprimento”. [UFO magazine, vol.7, n.1, 1992]

Muito antes que bombardeássemos a Lua, os soviéticos já teriam equipado uma sonda com um “laser extremamente poderoso” a ser disparado contra Fobos, uma das luas de Marte. “Tudo corria bem”, escreveu Don Ecker, da UFO magazine americana (sem relação com a homônima nacional), até o fatídico 25 de março de 1989. “Alguma coisa” deixou a sonda rodopiando descontroladamente até que perdêssemos contato.

“De acordo com Zechariah Sitchin em seu livro Gênese Revisitado, o boato circulando era de que a espaçonave soviética teria encontrado um ‘OVNI’ gigantesco enquanto estava em órbita marciana. Em seu livro, Sitchin incluiu uma foto que os russos divulgaram, mostrando uma grande sombra oval refletida em Marte. Sitchin diz que as poucas fotos que Phobos enviou antes de desaparecer nunca foram divulgadas pelos russos, e que eles trataram todo o assunto como ‘acima de ultra-secreto’”.

Intrigante, não? Guerra interplanetária com naves alienígenas gigantescas, conspiração e uma fotografia ultra-secreta? A solução na continuação.

O conhecimento vos libertará

Quem imaginaria que vinte anos depois, essas imagens “acima de ultra-secretas” estariam completa e abertamente disponíveis a um clique de distância na Internet? Pois bem, elas estão! Clique na imagem abaixo para o conjunto completo de dados de imagem da Phobos 2 VSK:

A imagem à direita parece familiar? É porque é a imagem original com o “OVNI de 25km”. Vejamos ela com mais atenção:

Curioso como a nave alienígena de 25 quilômetros agora parece um gráfico digital mal-feito. Isto é, vêem-se claramente seus pixels, seguindo exatamente os pixels verticais da imagem. Não apenas isso, há também uma linha horizontal atravessando a fotografia infravermelha, que interrompe o “OVNI”, que ainda é interrompido na parte inferior da imagem.

Vocês, espertos leitores e leitoras, já devem ter percebido que o “OVNI” nada mais é do que um artefato digital. “Uma vez que a linha percorre as linhas de varredura da telemetria, peritos estão certos de que é algum tipo de falha de transmissão, e não um objeto real no espaço”, escreveu Jim Oberg.

Mas caso haja alguma dúvida de que esta tenha sido uma falha digital e não uma nave alienígena descomunal perfeitamente geométrica e alinhada com os sensores da sonda soviética, basta Ver a foto abaixo, compilada por Internos2k do fórum ATS, fonte de praticamente toda evidência apresentada aqui:


Note como a falha vertical branca aparece na mesma região em várias imagens, algumas tomadas em 21 de fevereiro, mais de um mês antes da famosa imagem de 25 de março. Ou a nave marciana sempre aparecia exatamente na mesma posição para a câmera, ou realmente havia uma falha eletrônica, que só ocorria no espectro infravermelho – outras imagens em outras faixas de espectro não exibem a falha.

Agora, se ainda houver um mínimo resquício de dúvida – afinal, o conjunto de imagens é apresentado no website da Planetary Society, fundada por ninguém menos que Carl Sagan, deão cético, e como todo bom paranóico diria, “isso aí pode ter sido montado” – basta lembrar que a sonda Phobos 2 perdeu contato com a Terra em 27 de março, dois dias depois da famosa imagem “acima de ultra-secreta”. Muito menos dramático imaginar uma nave gigante que leva dois dias para abater uma pequena sonda.

O “Misterioso OVNI Gigante” é apenas uma falha eletrônica, e a imagem divulgada nos anos 1990 foi deliberadamente recortada para dificultar que isso fosse percebido. Note que a grande falha horizontal percorrendo toda a imagem e interrompendo o “OVNI” vertical não foi publicada pela UFO magazine.Esclarecido este, ainda restam alguns outros “mistérios”.

Temendo a própria sombra


Sitchin publicou em seu livro o rumor sobre uma grande sombra oval sobre Marte. Mistério? Não.

“A explicação é simples”, escreve Internos: “ele nunca viu mais fotos da sombra da lua Fobos, do contrário teria percebido que não é nada incomum. De fato essa é a aparência normal da sombra da lua marciana, sob certas circunstâncias”.

E é assim que a simples sombra da própria lua Fobos sobre Marte foi vendida como um “mistério”. Abaixo está esta sombra nada misteriosa capturada pela sonda européia Mars Express em 2005 (clique para mais informações no sítio ESA):

Este desserviço público de promover uma sombra prosaica como algo inexplicado vem do homem que é supostamente consultor da NASA e exímio entendido em assuntos arqueológicos e espaciais.

Não seria o primeiro, ou melhor, o último incidente onde Sitchin cria mistérios não-existentes a partir da distorção de dados científicos corriqueiros. Em “Os 223 Genes (de Sitchin)” mostramos como este vendedor de histórias distorceu descobertas anunciadas pelo Projeto Genoma para apoiar sua tese de deuses astronautas.

E a propósito de vendedores de histórias mirabolantes, voltamos à fonte da imagem “acima de ultra-secreta” do suposto OVNI de 25 quilômetros que era apenas uma falha eletrônica. De acordo com a UFO magazine:

“A doutora Marina Popovich, ex-piloto de teste soviética que fez várias viagens aos EUA para partilhar suas opiniões sobre a questão OVNI, disse à nossa revista que o incidente foi discutido com o Secretário-Geral Soviético Mikhail Gorbachev e o presidente Bush na Conferência de Malta. A foto foi dada à doutora Popovich, ela diz, pelo cosmonauta soviético Leonov em junho de 1989, e teria sido tomada com câmeras infravermelhas a bordo da malfadada nave soviética. De acordo com os russos, o longo objeto elipsóide visto nos arredores de Fobos tinha 25 quilômetros de comprimento”.

Popovich. Este é um nome do qual não se lê muito hoje em dia em publicações ufológicas, mas que há vinte anos pipocava em histórias das mais selvagens. Isto porque Marina Popovich realmente foi uma notável piloto de testes soviética, o que contudo não significa que o que ela contasse sobre discos voadores fosse verdade, a despeito do que vendedores de histórias lhe dirão.
Nada melhor do que um dos mais notórios casos em que Popovich também foi fonte principal para ilustrar o ponto. É o “Marciano que usava Zíper”, uma imagem muito famosa na década de 1990 em círculos ufológicos, que chegou a ser mesmo capa da revista UFO brasileira:

Descubra toda a história por trás desta infame fotografia no artigo de Luis Ruiz Noguez. Porque, ao final, a exclusiva, inédita, bombástica fotografia do “extraterrestre de Roswell” divulgada por Popovich era apenas um boneco de cera. E não apenas um boneco de cera qualquer: um boneco exibido a milhões de visitantes durante três anos, de 1978 a 1981, em um pavilhão de exposições no Canadá!

O detalhe mais delicioso desta história, envolvendo nomes indo de Popovich a Hynek e Friedman, é que a artista, Linda Corriveau, ao final exibiu a escultura de cera em um expositor de alumínio e Plexiglas originalmente criado para abrigar o Gigante de Cardiff, uma notória fraude do século 19.

Algumas coisas mudam rápido. Há vinte anos, imagens xerocadas de origens das mais prosaicas eram partilhadas por vendedores de histórias crédulos – ou mesmo de má-fé – a impressionáveis espectadores em conferências OVNI, gerando rumores sobre rumores, propagados e aumentados em boletins, livros e tornando-se lendas. Um artefato digital de uma sonda espacial a milhões de quilômetros de distância tornava-se uma nave alienígena prestes a atacar, em uma imagem hiper-ultra-secreta alvo de encobrimento e discussões entre líderes mundiais. Um boneco de cera visto por milhões se tornava a primeira imagem conhecida dos extraterrestres de Roswell. Levaria anos até que jornalistas profissionais contatassem peritos espaciais de verdade e esclarecessem naves marcianas ou até que a própria artista responsável pelo boneco de cera encontrasse para sua surpresa seu boneco vendido como um alienígena real.

Em tempos de Internet, fotos da carcaça de uma preguiça podem causar certo alvoroço, mas são esclarecidas em um par de horas e então, o esclarecimento chega a milhões uma semana depois. É mais difícil vender macaquices hoje em dia.

Outras coisas, no entanto, não mudam, para alegria dos vendedores de histórias. Artefatos digitais, como os da Phobos 2 em 1989, ainda são promovidos como OVNIs gigantes no espaço, ainda que a NASA tenha esclarecido os rumores logo em seu nascedouro. A revista UFO brasileira repetidamente vende a lenda do contato da Salyut 6, uma história tão falsa quanto a foto da Phobos 2 e que abordaremos em um próximo artigo.

A credulidade e a vontade de acreditar não mudam. Que o boneco de cera de Popovich fosse exibido no mesmo expositor que o Gigante de Cardiff original de um século antes não é mera coincidência.

Bônus


Enquanto temos o conjunto completo de imagens da Phobos 2 através da Planetary Society de Sagan, é interessante notar que o primeiro livro do popular astrônomo foi em co-autoria com o colega soviético Iosif Shklovsky, que em 1959 foi o primeiro a sugerir que anomalias na órbita da lua marciana poderiam ser explicadas caso ela fosse oca, e mais: que poderia ter origem artificial. Isso mesmo, Shklovsky sugeriu que a lua Fobos poderia ser uma nave alienígena lançada há milhões de anos. Ao contrário de outros que viriam anos depois, como Sitchin, Däniken e cia, o astrônomo soviético deixou claro que eram especulações. No livro que escreveu com Sagan, ambos foram também pioneiros a analisar a tese de antigos astronautas, separando a especulação dos fatos.

Estudos posteriores da lua marciana, incluindo pela própria sonda Phobos 2, refutariam a especulação de Shklovsky, mas é possível que o rumor de naves alienígenas gigantes em torno de Marte tenha reverberado mais forte com esse histórico.

Fonte: Ceticismo Aberto

Larva Gigante?


Pense rápido: a imagem é verdadeira ou falsa? Talvez você deseje que seja apenas um pesadelo, mas tudo indica que essa larva gigante é bem real.

Seria uma “Witchetty Grub”, como australianos chamam grandes larvas de mariposas locais. A espécie Endoxyla leucomochla em particular é uma grande mariposa, com envergadura de até 16 cm, de onde se vê que suas larvas também devem ter um tamanho avantajado.

Witchetty Grub Pertencente da família dos "Wood Moth"(Mariposas Gigantes da Austrália)

Mas seriam tão grandes e rechonchudas quanto as da imagem? Não encontrei sinais de manipulação no arquivo, e talvez a mão da pessoa na imagem seja pequena, dando uma impressão de um tamanho ainda maior à larva.
Seja como for, larvas gigantes são relativamente comuns, completamente inofensivas e mesmo uma iguaria.

“Apostaria mais que a larva gigante seja de um besouro golias. O formato em C, a cor branca e as seis pernas anteriores quitinosas denunciam que é uma larva de coleóptero. O tamanho sugere um besouro grande – embora nem sempre larvas grandes resultem em adultos grandes. (Como no caso da larva da rã Pseudis paradoxa – o girino é maior do que o adulto.)”

Larvas de besouros Golias podem alcançar 15 centímetros de comprimento e mais de 100 gramas de peso, e uma comparação com imagens de outras larvas do Golias coincidem até no número de pintas laterais (8).

Eduardo Real, do Evolução e Biologia, reforça que “a larva da foto é de um besouro. As larvas de mariposa (lagartas)são bem diferentes da que está acima (ver foto da Wittchetty grub). A larva deve ser de um Titaneus giganteus, que pode medir mais de 20 centímetros. Um dos maiores insetos do planeta e é encontrado na Amazônia”.


Fonte:Ceticismo Aberto

Hacker de sistema escolar procurado pela polícia era aluno de 9 anos


Estudante alterou aulas com senha obtida após distração de professor. Investigação levou ao endereço do menino, que teve identidade preservada.


Um estudante de 9 anos foi o “hacker” encontrado pela polícia, após a denúncia feita pela administração da rede de escolas públicas do condado de Fairfax, nos EUA. O sistema utilizado por professores, estudantes e pais, para comunicação e acompanhamento de pedagógico on-line havia sido invadido, e aulas e senhas estavam sendo trocadas.

No decorrer das investigações, os policiais rastrearam os passos do “criminoso” e chegaram à casa de um estudante de 9 anos, que teve sua identidade preservada.

“Este foi um caso em que um indivíduo (...) teve a posse da senha de um professor, com privilégios administrativos”, disse Paul Regnier, porta-voz da rede de escolas de Fairfax, de acordo com o “Washington Post”.

“É uma advertência. Nenhum dano foi feito, mas vamos ficar atentos para que ninguém seja capaz de causar danos reais no futuro”, completou o porta-voz, acrescentando que os educadores deverão ficar mais atentos a partir de agora.

Com posse da senha obtida após uma distração do professor, o garoto de 9 anos foi capaz de atribuir aulas a professores, além de alterar senhas de outros educadores. Mas, de acordo com o porta-voz, a senha não permitia alterar notas ou acessar outros computadores da rede escolar, por exemplo.

Discovery prepara retorno à Terra

Aterrissagem da nave está programada para a próxima segunda-feira(19).Desprendimento da Estação Espacial Internacional foi feita com sucesso.


O ônibus espacial Discovery, com sete astronautas a bordo, desprendeu-se neste sábado (17) da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e prepara seu retorno à Terra.

De acordo com fontes da Nasa (agência espacial americana), citadas por agências russas, a nave se separou do módulo americano da ISS às 9h52 (horário de Brasília), como estava previsto, e sem nenhum contratempo.

Astronautas na Estação Espacial Internacional (Foto: AFP/NASA/Divulgação)

A aterrissagem da nave está programada para as 9h53 (horário de Brasília) da próxima segunda-feira (19) no Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida.

O Discovery levou à ISS mais de 12 toneladas de carga. A tarefa dos astronautas foi completar a substituição de um velho depósito de amoníaco por outro e transferir um adaptador do módulo europeu Columbus ao compartimento de carga da nave.

Fonte:G1

Saiba como transformar imagens normais em tridimensionais

Softwares dão aparência 3D a fotos feitas com qualquer câmera digital. Outra técnica permite ver imagens com efeito 3D sem óculos.








Fotografia 3D (Foto: Richard Bartz/Wiki Commons/Divulgação)

Com a chegada das primeiras TVs com exibição em três dimensões ao Brasil e anúncios de produtos como videogames capazes de reproduzir imagens 3D sem o uso de óculos, os consumidores estão curiosos para acompanhar de perto as novidades

da tecnologia tridimensional.

(Com exceção das fotos dos carros, é preciso usar óculos 3D para enxergar o efeito tridimensional em todas as imagens publicadas nesta reportagem)

Mas não precisa ser um grande fabricante de produtos de tecnol

ogia para criar suas próprias imagens 3D. Com softwares de edição de imagens, é possível reproduzir o efeito tridimensionais em fotografias feitas com qualquer câmera digital ou telefone celular.

Baixetudo: faça o download do Online 3D Photo Maker

Imagens “enganam” o cérebro
Toda imagem 3D utiliza uma técnica para “enganar” o cérebro e fazer com que percebamos profundidade em imagens bidimensionais. Somos capazes de enxergar o mundo em 3D porque, basicamente, temos dois olhos. Como eles estão a alguns centímetros de distância um do outro, nosso cérebro capta as imagens projetadas nas retinas e "funde" em uma imagem única, com a sensação de três dimensões.












Foto 3D de satélite de Saturno (Foto: Nasa/Divulgação)

Os filmes e fotografias em 3D se aproveitam dessa capacidade do cérebro, com óculos capazes de filtrar parte da imagem bidimensional, de forma que cada olho perceba uma imagem diferente. É assim com os óculos de lentes tradicionais, de celofane azul e vermelho, e comos que usamos nos cinemas – com lentes polarizadoras, que deixam passar ondas luminosas específicas para cada olho.

Cada imagem é feita duas vezes, com esses centímetros de distância, para que cada olho enxergue uma delas e crie o efeito 3D no cérebro.

Nas televisões 3D, são exibidos 120 quadros diferentes por segundo, 60 para o olho esquerdo e 60 para o olho direito. Os óculos “percebem” o ritmo de exibição da TV e bloqueiam, alternadamente, a visão para cada olho. A mudança é rápida tão que o “pisca-pisca” é imperceptível.

Efeito “vesgo”

Criar a ilusão de três dimensões em fotografias também é possível fazendo as imagens “duplicadas”, com diferença de poucos centímetros. Um dos métodos mais simples é colocar lado a lado duas imagens feitas com essa pequena distância. Sem óculos, basta cruzar os olhos (ficar “vesgo”) para enxergá-las como uma só, com efeito de profundidade. Na internet, é possível encontrar diversos exemplos de imagens assim, chamadas de estereogramas.

Estereograma para visualização com os olhos cruzados (Foto: Wiki Commons/Divulgação)

Para fazer o seu, siga os passos abaixo:

1) Faça uma foto “normal”

2) Desloque a câmera cerca de 10 centímetros na horizontal (sem inclinar para frente, para cima ou para baixo) e faça outra foto, sem mexer nas configurações da máquina

3) Use qualquer programa de editar imagens e coloque uma foto ao

lado da outra

4) Com as fotos lado a lado, fixe o olhar no meio das duas

5) Lentamente, vá cruzando os olhos (ficando “vesgo”). Note que a imagem vai borrar e você vai ver as imagens se deslocando, uma para a direita e a outra para a esquerda

6) Continue a cruzar os olhos, até que as duas metades se encontrem no meio. Quando você conseguir focalizar, a imagem do meio estará em 3D

Com ajuda do computador

Outra forma de ver fotografias com efeito 3D é por meio de anáglifos, imagens formatadas de maneira especial para serem vistas com os óculos de lentes coloridas. Há diversos programas de computação que juntam as imagens, em camadas sobrepostas, dando o efeito de profundidade. Com os óculos, cada olho enxerga uma camada – o mais comum é o vermelho para o olho esquerdo e o ciano para o olho direito.

Uma busca na internet por "3D photo maker" leva a uma série de links de download – muitos gratuitos – de programas que transformam imagens normais em 3D. O programa junta as duas imagens feitas com poucos centímetros de distância e forma uma nova, como a foto abaixo.

Saguaro National Park em fotografia 3D (Foto: U.S. Department of the Interior/Wiki Commons/Divulgação)

Como fazer os óculos 3D

Para produzir seus próprios óculos 3D e exergar essas e outras imagens com efeito tridimensional, é necessário ter tesoura, cola, impressora, papel sulfite, cartolina e celofane azul e vermelho. Siga os passos abaixo:

1) Imprima o molde em uma folha sulfite

2) Recorte o molde e cole as três peças, já unidas em sua posição correta (formando as hastes e a estrutura dos óculos), em uma folha de cartolina

3) Recorte a estrutura resultante na cartolina, inclusive os espaços indicados para as lentes

4) Cole um pedaço de papel celofane vermelho e outro de azul nos locais indicados

5) Dobre as hastes e seus óculos 3D estão prontos para uso!

Também é possível usar a armação de um óculos antigo que você tenha em casa e trocar as lentes por lentes de plástico, pintando de vermelho a do lado direito e de azul a do lado esquerdo.

Câmeras especiais

As fabricantes de máquinas fotográficas já começaram a produzir equipamentos digitais capazes de fazer fotos tridimencionais. Considerada a primeira câmera digital 3D, a Fuji Real 3D W1 tem duas lentes. A cada clique, duas imagens são capturadas ao mesmo tempo. Um mecanismo interno se encarrega de combinar as imagens, resultando na fotografia 3D que o usuário confere no visor LCD.

Para conferir o efeito 3D no papel, é necessário aplicar uma película especial sobre a foto, depois da revelação pelo processo tradicional.

Fonte:G1

Nova espécie indica que dinossauros vieram da América do Sul

Tawa hallae reúne traços de terópodos e do Herrerasauro

Um estudo publicado na edição da revista científica Science que circula nesta sexta-feira sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.

O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.

Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.

"Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão", disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. "Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta."

Segundo a descrição dos pesquisadores, Tawa media cerca de 70 cm na altura da cintura e 2 metros da cabeça à cauda. Estima-se que tenha vivido há cerca de 214 milhões de anos, mais ou menos na mesma época que o herrerassauro.

De acordo com o estudo, as duas espécies - o Tawa e o herrerassauro - compartilham traços bastante parecidos, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa possui características dos terópodos que estão ausentes no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal.

Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, extintos há 65 milhões de anos, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e certos traços pélvicos.

"Tawa é um bom exemplo de fóssil que preenche o que chamamos de lacuna morfológica", disse Nesbitt.

Em um exemplo raro, a equipe de pesquisadores americanos encontrou o esqueleto de Tawa extraordinariamente bem preservado junto com o de outras espécies em um sítio no Estado americano de Novo México.

Entretanto, a análise dos fósseis sugeriu que os três esqueletos pertenciam a espécies distantes, que haviam migrado da hoje América do Sul para a hoje América do Norte quando os cinco continentes ainda estavam unidos em uma massa continental única chamada Pangeia.

"Acreditamos que todos os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia que se tornou a América do Norte no fim do período Triássico, e podem até ter passado. Mas por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano", disse o co-autor do estudo Randall Irmis, da Universidade e do Museu de História Natural de Utah.

Segundo os cientistas, as descobertas sugerem a existência de outros movimentos de dispersão de dinossauros a partir da América do Sul.

Reconstrução da cabeça Tawa hallae (Arte/ Ilustração: Jorge González)

Fonte:BBC