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terça-feira, 4 de maio de 2010

O Viajante do Tempo

Andrew Carlssin diz ter vindo do ano de 2256 (loucura, loucura, loucura).

O viajante do tempo

NOVA YORK - Investigadores federais prenderam um enigmático aplicador de Wall Street acusado de ter acesso a informações internas e privilegiadas. E, incrivelmente, ele alega ser um viajante do tempo do ano 2256!

Fontes da Comissão de Segurança confirmam que Andrew Carlssin, de 44 anos, ofereceu esta bizarra explicação para seu incrível sucesso no mercado de ações, após ser levado algemado em 28 de janeiro.

"Não acreditamos na história desse cara - ou ele é um lunático ou um mentiroso patológico", disse um membro da Comissão. "Mas o fato é que, com um investimento inicial de apenas 800 dólares, em duas semanas ele tinha um portfólio avaliado em 350 milhões de dólares. Toda transação que ele fez deu lucros, em áreas inesperadas dos negócios, o que não pode ser simplesmente sorte.

Ele só pode ter conseguido através de informações internas ilegais. Ele vai ficar sentado em uma cela na Ilha Riker até concordar em divulgar suas fontes".

Quando investigadores pressionaram Carlssin durante o interrogatório, foram surpreendidos por uma confissão que durou quatro horas. Carlssin declarou que viajou de volta no tempo a partir de 200 anos no futuro e que seu conhecimeto dessa era lhe permitiu acumular a fortuna que obteve. "Era tentador demais para resistir", teria dito Carlssin durante a confissão, que foi gravada em videotape.

Para provar que estava falando a verdade, Carlssin se ofereceu para falar sobre "fatos históricos" como a cura da AIDS e o real esconderijo de Osama Bin Laden. Tudo o que ele quer é que permitam que volte ao futuro em sua "nave temporal". Mas ele se recusa a revelar a localização da máquina ou falar como ela funciona, supostamente com medo de que a tecnologia "caia em mãos erradas".

O mais intrigante é que os agentes ainda não encontraram nenhum registro existente sobre qualquer Andrew Carlssin antes de dezembro de 2002.

Fonte:Ufodigest (inglês)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Montanha no deserto do Chile receberá maior telescópio do mundo

Mais de 900 espelhos de cerca de 1,5 metro vão compor o refletor principal de 42 metros do novo telescópio


O Observatório Europeu Sul (ESO) anuncia que o monte de Cerro Armazones, no deserto de Atacama, no Chile, foi selecionado como local do maior telescópio da superfície terrestre, o Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT), que terá um espelho primário de 42 metros de diâmetro. Cerro Armazones tem uma altitude de 3.060 metros.

O diâmetro do espelho é fundamental para a qualidade de um telescópio, já que define a quantidade de luz que pode ser captada durante uma observação, e o nível de detalhe obtido. O espelho projetado para E-ELT será composto por mais de 900 espelhos hexagonais individuais, com cerca de 1,5 metro cada.

Além desse espelho principal, o telescópio terá outros quatro, incluindo dois especialmente projetados para compensar os efeitos de deformação das imagens provocados pelo vento e pela atmosfera.

Segundo nota divulgada pelo ESO, o E-ELT será "o maior olho do mundo voltado para o céu", e o único telescópio do tipo no mundo. A autorização final para o início da construção é esperada para o fim deste ano, e as operações devem ter início em 2018.

O diâmetro de 42 metros foi escolhido, segundo o observatório, porque permitirá, por exemplo, divisar planetas rochosos localizados fora do Sistema Solar e medir a taxa de expansão do Universo. As imagens geradas pelo E-ELT prometem ser até 15 vezes mais nítidas que as obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble.

Entre os critérios levados em consideração na escolha do local estão a chamada qualidade do céu - o número de noites claras a cada ano, a ausência de poluição luminosa, a estabilidade da atmosfera - além de considerações como facilidades de logística e integração com outras instalações do ESO, uma organização composta por 14 países.

Ainda de acordo com a nota do observatório, o governo chileno já concordou em doar ao ESO uma área que contém a montanha escolhida.

Fonte: Estadão

Asteroide revestido de gelo pode ajudar a entender origem dos oceanos e da vida

Descoberta de astro coberto de água entre Marte e Júpiter surpreende cientistas

O asteroide 24 Themis, localizado a mais de 300 milhões de quilômetros da Terra, está coberto de gelo, informam cientistas em dois artigos na edição desta semana da revista Nature. A descoberta é inesperada - qualquer água depositada sobre o asteroide deveria, em princípio, vaporizar-se em pouco tempo - mas dá sustentação à ideia de que os oceanos da Terra vieram do espaço. Um dos autores do principal artigo a descrever a descoberta, Humberto Campins, da Universidade da Flórida Central, especula ainda que esses astros poderão se tornar importantes para o estudo da origem da vida.

"Asteroides e cometas podem ter trazido para a Terra os blocos constituintes para a vida formar-se e evoluir em nosso planeta", disse ele. "Embora as condições nos asteroides não sejam favoráveis para a vida, o estudo de asteroides primitivos como 'fertlizadores' pode se tornar uma área de interesse". Além de água, 24 Themis também carrega matéria orgânica.


A descoberta da água foi feita com base na análise da luz solar refletida por 24 Themis, um dos maiores asteroides do chamado cinturão principal, que fica entre Marte e Júpiter.

Diferentes substâncias absorvem e refletem diferentes frequências de radiação, e a análise dos padrões de absorção, chamados espectros, permite identificar a composição de objetos distantes.

Brasileira participa da descoberta

A astrônoma brasileira Thaís Mothé-Diniz, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, participou da descoberta, comparando o espectro do asteroide ao de meteoritos e minerais, e também assina o artigo. Para ela, é difícil prever quando um trabalho vai acabar em uma revista de tanto prestígio quanto a Nature. "Realizamos nossa pesquisa. E então surge um resultado surpreendente que merece a publicação", explica Thaís.

Em 2006, a cientista brasileira iniciou sua colaboração com Campins. Thaís é especialista em famílias de asteroides e sabe aplicar a espectroscopia para investigar a composição desses corpos celestes. Ela conta que, a princípio, não esperava encontrar gelo no asteroide. A principal hipótese era silicato hidratado, um composto que não contém água mas testemunha a existência da substância em algum momento do passado. "Na região do Sistema Solar onde está o 24 Themis, considerávamos improvável a presença de gelo", explica a pesquisadora.

Agora, Thaís participa do Projeto Impacton, coordenado pelo Observatório Nacional. Nas próximas semanas, será instalado um telescópio na cidade de Itacuruba, no sertão pernambucano. O instrumento, que conta com um espelho de um metro de diâmetro, vai investigar objetos próximos à órbita da Terra.

Oceanos terrestres

A presença de água em asteroides pode ajudar a entender a origem dos oceanos terrestres, explica o astrofísico da Queen's University de Belfast, Henry H. Hsieh, em comentário também publicado na Nature. Ele lembra que nosso planeta deve ter nascido seco, por ter se formado numa região do espaço próxima demais do Sol para permitir a presença de gelo. Além disso, oceanos primitivos, caso existissem, teriam sido vaporizados pelo grande impacto que, acredita-se, deu origem à Lua. Hsieh compara 24 Themis ao celacanto, o peixe que é considerado um "fóssil vivo".

"Uma hipótese publicada em 2000 propõe um grande impacto de um objeto formado na região geral onde o asteroide Themis está agora" como origem para os oceanos, destaca Campins.

O pesquisador e seus colegas oferecem algumas possíveis explicações para a presença de água na superfície do asteroide. O gelo, ponderam, poderia se manter estável se enterrado a alguns metros de profundidade no astro, e poderia estar vindo à tona graças a um bombardeamento constante de micrometeoritos. Outra hipótese seria a lenta sublimação do gelo subterrâneo, que poderia variar em ritmo com o movimento do asteroide no espaço.

A possibilidade menos favorecida pelos pesquisadores é de um impacto com um cometa, que teria deixado 24 Themis coberto de água.

Astronautas

Themis está longe demais para ser o alvo da missão com astronautas a um asteroide proposta para 2025 pelo presidente dos EUA Barack Obama, mas Campins acredita que asteroides mais próximos da Terra também possam conter água e matéria orgânica, embora não na superfície.

"Gelo de superfície é improvável, mas gelo e moléculas orgânicas abaixo da superfície são uma possibilidade interessante", afirma o cientista. "Há alguns asteroides próximos da Terra com composição da superfície no geral similar à de 24 Themis e que seriam alvos atraentes para exploração espacial".

Campins está envolvido na preparação da missão OSIRIS-REx da Nasa, para trazer amostras de um asteroide de volta à Terra.

Fonte: Estadão

IBM cria o menor mapa 3D do mundo

Este é o menor mapa 3D da Terra [Imagem: Knoll et al./Advanced Materials]

Nanofabricação


Um grupo de cientistas da IBM criou um mapa-múndi 3D tão pequeno quanto um grão de sal. Um outro mapa 3D de uma montanha dos Alpes é tão pequeno que 1.000 deles juntos caberiam em um único grão de sal.

O feito foi possível graças a uma nova técnica que utiliza uma ponta de silício 100.000 vezes mais fina do que a ponta afiada de um lápis.

Esta ponta é usada para criar padrões e estruturas com dimensões de até 15 nanômetros. Embora isso já fosse possível com outros equipamentos, a nova técnica é mais rápida e mais simples - e por decorrência, muito mais barata.
Esta nova forma de criar estruturas nanométricas vai ajudar o desenvolvimento de objetos em nanoescala úteis em áreas como os MEMS, as nanomáquinas, a optoeletrônica, além de acelerar as pesquisas para o uso da nanotecnologia na medicina e na biotecnologia.

Menor mapa 3D do mundo

Para demonstrar as capacidades inovadoras da técnica, os cientistas criaram uma série de mapas planos e tridimensionais, usando diferentes materiais.

O primeiro é um mapa 3D completo do mundo, medindo apenas 22 micrômetros de largura por 11 micrômetros de altura, esculpido em polímero - o tamanho é equivalente ao tamanho de um grão de sal.

No relevo, cada 1.000 metros de altitude correspondem a cerca de 8 nanômetros. O mapa é formado por 500.000 "pixels", cada um medindo 20 nanômetros quadrados, menos da metade do tamanho dos transistores dos processadores mais modernos.

O mapa tridimensional inteiro foi construído em apenas 2 minutos e 23 segundos, um "instantâneo" em comparação com as técnicas de manipulação disponíveis até agora.

O segundo mapa é uma réplica 3D do Matterhorn, uma famosa montanha dos Alpes suíços, com 4.478 metros de altitude. Criado em vidro molecular, o nanomapa representa uma escala de 1:5 bilhões.

Para criar a réplica 3D do Matterhorn, uma famosa montanha dos Alpes suíços, 120 camadas de material foram removidas sucessivamente do substrato de vidro molecular. [Imagem: Knoll et al./Advanced Materials]

A ciência por trás da técnica

O componente central da nova técnica, desenvolvida no laboratório da IBM em Zurique, na Suíça, é uma pequena ponta de silício muito afiada, com 500 nanômetros de comprimento e apenas alguns nanômetros na sua extremidade.

A ponta, semelhante às utilizadas em microscópios de força atômica, é acoplada a uma viga flexível que varre de forma controlada a superfície do substrato com a precisão de um nanômetro - um milionésimo de milímetro.

Aplicando calor e força, a ponta nanométrica consegue remover material de um substrato com base em padrões predefinidos, funcionando assim como uma fresa em nanoescala, controlada por computador e com precisão extremamente alta.

Da mesma forma que as fresas tradicionais, pode-se retirar mais material modulando a força aplicada na ferramenta, resultando em estruturas 3D com precisão nanométrica. Para criar a réplica 3D do Matterhorn, por exemplo, 120 camadas de material foram removidas sucessivamente do substrato de vidro molecular.

"Os avanços em nanotecnologia estão intimamente ligados à existência de métodos e ferramentas de alta qualidade para a produção de padrões e objetos em nanoescala sobre diferentes superfícies," explica o Dr. Armin Knoll. "Com sua larga funcionalidade e capacidade única de modelação 3D, esta técnica de padronização baseada em uma nanoponta é uma poderosa ferramenta para a criação de estruturas muito pequenas."

Fonte: Inovação Tecnológica

Jovem quebra pescoço e diz ter sido salvo por tatuagem de anjo

Luke Fisher bateu com carro em árvore na Inglaterra.
Desenho foi feito dois dias antes do acidente.


Um adolescente que quebrou o pescoço em uma batida de carro acredita que foi salvo pela tatuagem de um anjo que fez dois dias antes do acidente.

Luke Fisher, de 18 anos, tatuou a imagem em seu dorso, 48 horas antes de bater o carro em uma árvore, fraturando o pescoço em três lugares. Os médicos afirmaram que o adolescente teve sorte porque ainda pode andar.

Luke Fisher exibe sua tatuagem de anjo feita dois dias antes de acidente de carro (Foto: Reprodução/Mailonline.co.uk)

Mesmo com a gravidade do acidente, Fisher deixou o hospital em quatro dias. Para o jovem, além do desenho "mágico", ele também foi salvo pelos dizeres "somente os fortes sobrevivem", escritos em sua pele.

A tatuagem de anjo de Fisher levou 16 horas para ser desenhada por Nick Fletcher, tatuador de Barbourne, condado de Worcestershire, na Inglaterra.

"Como vou para o exército, resolvi fazer uma tatuagem. E foi ela que me protegeu de algo pior. Espero que o desenho continue me guiando porque faço muitos esportes radicais", disse o jovem ao jornal "Daily Mail".

Luke Fisher passará três meses com um suporte no pescoço e fará fisioterapia por um ano e meio.

Fonte: G1

terça-feira, 27 de abril de 2010

O mito dos verdadeiros Homens de Preto (matéria grande)


Os Homens de Preto (Men in Black) foram vistos pela primeira vez em 30 de março de 1905 em Barmouth, País de Gales. Desde então o mito acerca destas estranhas pessoas se estabeleceu principalmente nos Estados Unidos. Geralmente os relatos contêm detalhes duvidosos, alguns são até ilógicos; em quase todos os casos, aparentemente, existem mais razões para se descrer do que para crer. Os homens de preto já foram descritos com várias tipologias, mas uma coisa se mantém inalterada, ternos pretos à moda antiga e carros modelo Cadillac também negros.

Pouco depois de avistar um OVNI, a testemunha ou um investigador do caso, recebe a visita dos homens de preto. Freqüentemente ela ocorre logo depois do próprio incidente, quando não houve nenhum relatório oficial ou publicação na imprensa. A vítima está quase sempre sozinha na ocasião da visita, normalmente em sua própria casa. Os visitantes, geralmente três, chegam num grande carro preto. Nos Estados Unidos, freqüentemente num imponente Cadillac, mas raramente num modelo recente. Ao mesmo tempo que velho em termos de época, é provavelmente novo e imaculado em aparência e estado, por dentro e por fora, tendo até mesmo aquele inconfundível cheiro de "carro novo". Se a pessoa guarda o número da placa e a verifica, invariavelmente descobre que ela não existe. A entrevista é, às vezes, um interrogatório, outras, uma simples advertência. Em ambos os casos, os homens de preto, embora façam perguntas, estão claramente muito bem informados, com acesso a informações restritas. Falam com uma entonação e sintaxe perfeitas, por vezes demasiadamente perfeitas.

Pesquisa:
Homens de preto ou "homens de negro" (do inglês "Men in Black" ou "MiB") são uma lenda moderna norte-americana ligada à Ufologia, que na cultura popular e nas teorias conspiratórias ufológicas, trata-se de homens trajando ternos pretos e alegando serem agentes governamentais, que tentam assediar ou intimidar testemunhas de OVNIs para fazê-las manterem silêncio a respeito de informações sobre Ufologia. Estes homens entram repentinamente em suas casas fazendo-lhes ameaças. Por vezes, sugere-se que eles mesmos sejam extraterrestres. Para outros, seriam alienígenas a serviço de algum governo ou organização de outro planeta.

O termo também é freqüentemente usado para descrever homens misteriosos trabalhando para organizações anônimas, bem como para vários setores do governo, supostamente para proteger segredos ou desempenhar outras atividades estranhas. O termo é genérico, usado para referir-se a qualquer indivíduo incomum, ameaçador ou de comportamento estranho, cuja aparição em cena pode estar relacionada de alguma forma à um avistamento de OVNI.

A lenda inspirou o filme Men in Black, com Will Smith.

Origem

O fenômeno foi divulgado inicialmente e com mais freqüência nos anos 1950s e 1960s, a princípio num livro de 1956 de autoria de Gray Barker, contemporâneo com muitas outras teorias de conspiração. Segundo Jerome Clark (em The UFO Encyclopedia, volume 3: High Strangeness, UFO’s from 1960 through 1979, Omnigraphis, pp. 317-18), o encontro arquetípico com "homens de preto" teria ocorrido em 1953, quando o editor Albert K. Bender afirmou ter descoberto o segredo por trás dos discos-voadores, mas teria sido ameaçado por três homens trajando ternos e chapéus pretos. De início, Bender acusou abertamente serem eles agentes do governo dos EUA, mas suas descrições posteriores mesclaram características sobrenaturais com o folclore ufófilo. Na verdade, Bender inicialmente mostrava-se cético quanto ao fenômeno dos "homens de preto" e encontrou-os pela primeira vez "em carne e osso" após publicar um relato do incidente da Ilha Maury, ocorrido em 1947 quando Harold Dahl relatou a queda de fragmentos de um OVNI sobre o barco em que se encontrava em Puget Sound, matando seu cão. No dia seguinte, Dahl teria sido advertido por um homem de terno preto dirigindo um Buick 1947 preto que seria melhor permanecer em silêncio a respeito do incidente. Hilary Evans observou que todos os elementos de uma situação envolvendo "homens de preto" (três visitantes de compleição diferente ou "estrangeira", num Cadillac preto) nunca se apresentam como um todo; por exemplo, alguns casos limitaram-se a telefonemas.

Pesquisa Completa:



















A maior parte das pessoas que assistiram aos filmes Men in Black I e II deve imaginar que esta é apenas mais uma produção de Holywood baseada em histórias em quadrinhos clássicas. Na verdade, os Homens de Preto fazem parte do folclore ufológico americano desde a década de 50, sendo levados a sério por muitos ufólogos. Em uma pesquisa realizada em um site ufológico brasileiro, por exemplo, 78% dos votantes disseram acreditar que estes misteriosos agentes, que abordariam testemunhas e pesquisadores de aparições de ÓVNIS, realmente existem. Será?

O mito

Os Homens de Preto (M.I.B.) são seres que aparecem em qualquer lugar onde aparições importantes de ÓVNIS tenham acontecido. Alguns dizem que eles são agentes do governo americano, outros dizem que são extraterrestres. Ou então que são agentes americanos que fazem parte de um esquema secreto de cooperação com os extraterrestres... De qualquer forma, sua missão seria a de encobrir avistamentos de naves extraterrestres. Para isso, eles avisam testemunhas e pesquisadores para que não divulguem suas informações, fazendo diversos tipos de ameaças e apreendendo evidências materiais.

A concepção clássica de um M.I.B. é um homem de idade indefinida, de porte médio e totalmente vestido, obviamente, de preto. Sua aparência é descrita como estranha, com uma forma mecânica de falar e andar, o que fez com que fossem comparados a robôs ou andróides. O tecido de seus ternos pretos seria estranhamente brilhante e fino, diferente dos tecidos conhecidos.

Combinando com suas roupas, os carros que os M.I.B. dirigem são sempre pretos e em geral grandes e caros. Os carros apresentam símbolos desconhecidos nas laterais e suas placas são irreconhecíveis. Em geral eles andam com os faróis apagados, mas o seu interior é iluminado por luzes "fantasmagóricas" verdes ou púrpuras. Os M.I.B. também teriam sido avistados em helicópteros (pretos, é claro) e até mesmo em discos voadores.

A aparência misteriosa dos M.I.B. é complementada por relatos estranhos, como o de que teriam sido vistos cruzando um campo encharcado após fortes chuvas e chegando ao outro lado sem nenhum traço de lama em seus sapatos brilhantes. Ou então vestiriam apenas um fino casaco em dias de um frio congelante. Uma testemunha teria sido visitada por um M.I.B. que apresentava um fio verde implantado ao longo de sua perna (exposto quando a perna de sua calça subiu ao sentar-se). Um M.I.B. teria desintegrado uma moeda em sua mão, avisando à testemunha que o mesmo aconteceria com seu coração se ela contasse o que tinha visto.

Talvez a teoria mais exótica sobre os M.I.B. diz que eles seriam representantes de uma "Nação do Terceiro Olho": "Baseados em algumas informações que conseguimos, podemos afirmar que Sírius tem estado em contato conosco por um longo tempo. De acordo com George Hunt Williamson (um dos primeiros contatados), em seu livro “Other Tongues, Other Flesh", os aliados de Sírius na terra, ou seja, as sociedades secretas, usam o Olho de Hórus como uma insígnia. Este também tem sido o símbolo dos M.I.B.. Sociedades secretas acreditam que há um local na Terra, chamado Shambala, que eles consideram o centro espiritual do mundo, também conhecido como Grande Loja Branca. Agora, teósofos tais como Alice Bailey dizem que a Grande Loja está em Sírius. Se o "Olho-Que-Tudo-Vê" é um símbolo dos aliados de Sírius na Terra, e os M.I.B. usam este símbolo, e se Shambala representa a Grande Loja Branca na Terra - então os M.I.B. são emissários de Shambala. Sírius e Shambala são dois lados de uma mesma moeda. Isto é comprovado no livro "The Undiscovered Country", de Stephen Jenkins. Jenkins ouviu de sacerdotes budistas que Shambala se localiza na constelação Órion.”.

As origens


A primeira aparição registrada dos M.I.B. foi relatada por Albert K. Bender, editor de uma revista ufológica chamada Space Review. Em outubro de 1953, ele publicou um comunicado informando que havia descoberto informações que iriam desvendar o mistério dos discos voadores, mas não poderia publicá-las por ter recebido ordens contrárias. Bender alertou para que outros pesquisadores do ramo tomassem muito cuidado e sua revista deixou de ser publicada após este número. Mais tarde, Bender relatou, em uma entrevista, que havia sido visitado por três homens usando ternos pretos que haviam ordenado que ele parasse de publicar material relacionado a discos voadores. Esta história foi posteriormente contada em mais detalhes em seu livro "Flying Saucers and the Three Men in Black" (1962).

Em 1956, a lenda dos M.I.B. foi reforçada com a publicação de "They Knew Too Much about Flying Saucers", livro escrito por Gray Barker. Barker era o investigador chefe da organização ufológica chefiada por Albert Bender (o International Flying Saucer Bureau), dissolvida rapidamente após a suposta visita dos M.I.B., e compilou em seu livro inúmeros relatos de encontros com M.I.B. (incluindo o de seu colega). Estes relatos viriam a ser transformados em histórias em quadrinhos por Lowell Cunningham, na década de 80.

Gray Barker tornou-se, ao longo de seus trinta anos de carreira, um dos escritores mais prolíficos da ala mais fanática da ufologia americana. Um de seus colegas foi John Keel, escritor responsável pela introdução da abreviação M.I.B. Keel, que sugeriu a ligação dos M.I.B. com a "Nação do Terceiro Olho", escreveu o livro "The Mothman Prophecies", recentemente transformado em filme (lançado no Brasil com o título "A Última Profecia"). Neste livro, Keel apresenta um relato de supostas aparições que teriam ocorrido em uma pequena cidade americana, incluindo um misterioso pássaro gigante, ÓVNIS e, é claro, os M.I.B.

Outro documento interessante na história dos M.I.B. foi o chamado relatório Krill, disseminado no final da década de 80. De autoria de um suposto Dr. O.H. Krill e entitulado "Um relatório a respeito de nossa aquisição de tecnologia avançada e de nossa interação com a cultura alienígena", o relatório Krill faz extensas considerações sobre os M.I.B., incluindo descrições de relatos e sua ligação com uma civilização extraterrestre em Sírius. Segundo este documento, a primeira aparição documentada dos M.I.B. teria ocorrido em 1947, nas ilhas Maury, onde dejetos caídos de um disco voador teriam sido recolhidos por oficiais americanos e colocados a bordo de um avião que viria a se acidentar durante a decolagem.

Em 1991, outro livro sobre os M.I.B. foi publicado: "The Ufo Silencers: Mystery of the Men in Black", de autoria de Timothy Green Beckley. Outro autor prolífico, a lista de assuntos abordados por Beckley é, digamos, curiosa. Defensor da teoria da Terra oca, Beckley coleciona relatos sobre o assunto em seu livro "Subterranean Worlds inside Earth". Um destes relatos é de um soldador em uma fábrica de automóveis em Detroit que começa a ouvir vozes misteriosas durante o trabalho. Investigando as vozes, ele descobre que elas vêm de uma raça subterrânea chamada "Deros" (abreviação de "degenerate robots" - robôs degenerados). Já em "Smoky God and Other Inner Mysteries", Beckley relata uma entrevista com um habitante de uma civilização subterrânea! Outros de seus livros abordam as profecias de Fátima e Nostradamus, o fenômeno ufológico e, talvez o mais interessante, o chamado Conde de Saint German, o homem mais misterioso que já viveu. A descrição é bem adequada, já que ele viveria há séculos sob uma variedade de disfarces que incluem Cristóvão Colombo e Francis Bacon (sob cuja identidade teria escrito todas as peças de Shakespeare).

Levando em consideração os outros textos de Beckley, seu livro sobre os M.I.B. talvez não seja a fonte mais confiável de informações, mas, de qualquer forma, ele oferece um relato mais detalhado do incidente das ilhas Maury e sugere que estes seres estariam ativos há séculos. Por exemplo, ele cita a "misteriosa" origem do Selo dos Estados Unidos, que teria sido entregue a Thomas Jefferson, em uma noite em que este andava por seu jardim, por um homem vestindo uma capa preta - um M.I.B. ? O selo seria uma reprodução da cidade perdida de Petra, onde teria vivido uma raça misteriosa muito avançada tecnologicamente para sua época. Beckley também é o autor de uma foto que seria a única existente de um M.I.B., flagrado em frente à casa de um editor de uma revista ufológica.












O outro lado da história

Existiriam indícios de que os M.I.B. não passam de personagens fictícios, perpetuados em meio ao folclore ufológico? Sim, existem. Vamos a eles.

Um relatório sobre as atividades da CIA relacionadas ao fenômeno UFO, elaborado pelo historiador Gerald K. Haines, revela que esta agência realmente esteve envolvida em um esforço para encobrir relatos de avistamentos de discos voadores durante a década de 50. Em 1955, a CIA deu início aos vôos do U-2 (e, posteriormente, do SR-71), um avião secreto utilizado para reconhecimento a alta altitude. Voando a alta velocidade a 60.000 pés e pintado inicialmente na cor prata, o U-2 foi responsável por mais da metade dos supostos avistamentos de UFOs no final da década de 50 e início da década de 60. Além de não poder divulgar a verdadeira natureza destes avistamentos, para não expor o U-2, a CIA enviou agentes para coletar fotos e gravações obtidas por testemunhas.

Desta forma, é possível que o folclore do M.I.B. tenha sua origem nestes eventos reais. Isto explicaria sua descrição - homens usando ternos pretos em grandes carros negros, com uma forma mecânica (ou seria burocrática?) de se portar - o estereótipo do agente do governo americano daquela época. Mas o seu crescimento foi certamente alimentado pela imaginação, desonestidade e/ou brincadeiras de muitas pessoas.

Tomemos Gray Barker, por exemplo, um dos grandes cultivadores do mito. Segundo John Sherwood, um de seus colaboradores, Barker atingiu a fama inventando alguns relatos, aumentando outros e incentivando outras pessoas a fazê-lo: "Gray Barker ... não se importava se as histórias de discos voadores sensacionais que publicava eram inventadas - desde que elas fossem apresentadas como fato. Para ele era tudo uma grande brincadeira."

James Moseley também revelou a verdadeira natureza das histórias de Barker, de quem era amigo desde 1954, após a morte deste em 1984: "O público tem o direito de saber quantas fraudes de UFOs existem, como são fáceis de se armar e o que isso mostra sobre a ingenuidade do campo da ufologia". Moseley participou de várias fraudes com Gray Baker, incluindo a produção de documentos "oficiais" do governo americano e filmes falsos de UFO. Suas experiências neste campo são descritas no livro "Shockingly Close to the Truth: Confessions of a Grave-Robbing Ufologist".

E quanto ao relatório Krill, que além de informações sobre os M.I.B. "explica" vários outros fenômenos, como as mutilações de animais? Outra fraude, uma brincadeira armada por John Lear (filho do engenheiro aeronáutico Bill Lear, criador do Learjet). Alegando que suas conexões com o governo americano haviam permitido que obtivesse documentos secretos da Força Aérea, publicou este relatório falso em um BBS voltado para fenômenos paranormais.

Conclusão

Bem, é claro que apesar de todas as fraudes existentes sobre este assunto, alguém sempre pode acreditar que os M.I.B. realmente existem e têm feito um excelente trabalho de encobrir seus rastros. Por outro lado, considerando a impressionante freqüência com que relatos de UFOs são publicados, os M.I.B., se existirem, não me parecem muito competentes em sua missão principal.

Ou talvez os M.I.B. sejam tão eficientes que encobrem totalmente todos os avistamentos de UFOs verdadeiros, o que significaria que todos os casos publicados são falsos.

De qualquer forma, para saberem exatamente quais são os casos reais dignos de sua intervenção (supondo que exista algum), os M.I.B. precisariam ter pelo menos um bom contato com os alienígenas visitantes ou então serem eles mesmos alienígenas. Neste caso, sinto-me decepcionada. Para uma civilização tão avançada a ponto de conseguir viajar de uma estrela distante até nosso planeta, eu esperaria métodos mais inteligentes de cobertura do que mandar agentes com cara de mau fazerem ameaças verbais de porta em porta...

Fonte de Pesquisas